Depois do crédito – O que a sua empresa pode perder por ficar inadimplente?

Depois do crédito – O que a sua empresa pode perder por ficar inadimplente?

A inadimplência atingiu 5,44 milhões de micro e pequenas empresas em fevereiro de 2022. O número aponta um avanço de 0,5% em comparação ao mesmo período do ano passado. Os dados são do Indicador de Inadimplência de Empresas, de Serasa Experian. 

De acordo com o material, essa foi a segunda alta consecutiva no ano. O setor de serviços despontava entre os demais, e representava 51,1% do total de companhias com o nome no vermelho. Além disso, serviços foi o único setor a registrar aumento no ano a ano, de 2,4%.

A inadimplência geral, que considera empresas de micro, pequeno, médio e grande porte, alcançou, em fevereiro, 6 milhões de negócios brasileiros.

Na ocasião de lançamento do estudo, autores comentaram que o atual quadro de inadimplência no país se acentua mediante à lentidão da recuperação econômica, na criação de novos postos de trabalho, e os juros cada vez mais altos – com a taxa básica Selic (11,75% a.a.) e o IPCA (11,30% até março) anuais em dois dígitos.

Há uma série de riscos que uma empresa corre quando se endivida, sobretudo para tomar empréstimos após seu nome parar na lista de negativados em casas de proteção de crédito, ou birôs de crédito, como a própria Serasa ou o SPC. 

A seguir, vamos conhecer ponto a ponto alguns dos maiores perigos da inadimplência, como impedir que a sua empresa caia nessa situação e alternativas para recuperação após contração de dívidas.

Score – Se você não conseguir honrar os pagamentos da sua empresa em dia, se as informações e declarações do seu empreendimento não são constantemente atualizadas junto às instituições financeiras e órgãos competentes, o seu “score” – resultado médio dos hábitos de pagamento e relacionamento da empresa com o mercado de crédito – pode ser prejudicado.

Isso porque bancos e outras empresas podem consultá-lo antes de conceder crédito ou selar um acordo. Fique atento a essa importante pontuação. Você pode consultá-la gratuitamente neste link.

CPF em risco – Órgãos e empresas podem ter acesso aos dados da empresa em relação ao mercado de crédito, como dissemos acima, mas não para por aí. Para eles, realizar um cruzamento de dados entre o CNPJ da empresa e o CPF do empreendedor não seria nada improvável. E assim, as concessionárias de crédito podem tomar a decisão que bem entenderem.

Dificuldade em obter crédito – Se uma empresa acumula uma quantidade de empréstimos não pagos, com impostos e despesas fixas atrasados e dívida com fornecedores, os obstáculos para obtenção de crédito se tornam maiores. Pode haver casos em que empresas consigam empréstimos, mas a preço de valores mais baixos ou juros mais altos.

Caso os impostos sejam a causa de inadimplência da sua empresa, o seu negócio provavelmente já está registrado em cadastros públicos de dívida, como o Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal. Até mesmo as secretarias da Fazenda estaduais e municipais podem estar munidas de informações sobre a situação do seu empreendimento. Consulte aqui.

Após a inadimplência, que opções minha empresa tem?

Declarada a inadimplência do seu negócio, há uma série de medidas a serem tomadas para melhorar a sua gestão financeira como a atenção ao fluxo de caixa, a montagem do regime de competência para otimizar gestão, iniciar séries de renegociações e outras dicas que compartilhamos neste texto semanas atrás.

Entretanto, para a obtenção de dinheiro, há algumas alternativas como financiamentos e empréstimos que, embora pareçam sugerir a mesma coisa, tem características diferentes. Quando se solicita um financiamento, o solicitante informa a instituição sobre o destino exato da quantia, seja para um imóvel, um veículo ou investimentos e até mesmo linhas de capital de giro. Já quanto aos empréstimos, quem pede não precisa informar em que o dinheiro vai ser utilizado. 

Em meio a essas duas alternativas tradicionais, desponta o Peer-to-Peer (P2P) Lending, modalidade oferecida por plataformas como a Money Money Invest, que se responsabiliza por conectar pessoas físicas interessadas em investir e empreendimentos que precisam de recursos para financiar projetos.

“Por meio do formato de P2P lending, a Money Money estimula e promove este movimento ao conceder crédito para empresas que estão buscando se expandir ao mesmo tempo em que disponibiliza opções de investimento atraentes para quem está buscando uma carteira diversificada e que traga possibilidade de rendimentos acima da renda fixa tradicional e relação equilibrada entre rentabilidade e exposição a risco”, destaca Marcos Travassos, CEO da Money Money.

A fintech oferece a possibilidade de os empréstimos serem pagos em até vinte e quatro meses, com taxas médias mensais de 1,15% a 2,42%, mas estas são avaliadas caso a caso.

“Nossa missão é criar oportunidade de crescimento para as empresas e uma opção atraente para quem quer investir de forma diversificada com possibilidade de alta rentabilidade e exposição controlada ao risco. Ao criarmos essa ponte, todos os lados ganham”, afirma Marcos Travassos, CEO da Money Money Invest.

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