Quais investimentos se destacarão em 2022?

Quais investimentos se destacarão em 2022?

2022 se aproxima e o mercado financeiro já monitora a persistência e um possível agravamento de riscos aos investimentos que se acumularam ao longo deste ano. 

Pela 10ª vez consecutiva, o Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central na última segunda-feira (20), reduziu a projeção de crescimento para a economia brasileira em 2021. Agora, o Produto Interno Bruto (PIB) deve crescer 4,58% ante avanço de 4,65% estimado na semana anterior.

A boa notícia do relatório foi a retração apontada pelo BC sobre a inflação, mas em uma taxa pouco significativa: apenas 0,01% (de 10,05% para 10,04%). 

Essa foi a segunda semana de queda nas projeções para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Agentes do mercado financeiro consultados pela autoridade monetária elevaram as estimativas para a inflação por 35 semanas consecutivas em 2021. 

A Selic encerra o ano a 9,25%, como decidido pelo Comitê de Política Monetária (Copom), com uma alta de 1,5 p.p. já contratada pelo colegiado para a próxima reunião a ser realizada ao fim de janeiro de 2022. 

No Boletim Focus, as projeções são de que a taxa básica de juros chegue a 11,75%. 

O documento ainda reúne projeções para o câmbio. Segundo o levantamento do BC, o dólar deve encerrar o ano de 2022 a R$ 5,57. A projeção anterior apontava o patamar de R$ 5,55 para a moeda norte-americana.

Ajuste fiscal para aumento de gastos preocupa

Contribuem para esse cenário as preocupações quanto às regras que foram modificadas no âmbito da PEC dos Precatórios, e que permitem ao governo furar o teto de gastos públicos. 

A alteração viabilizou o benefício social Auxílio Brasil, de R$ 400,00, a pouco mais de 14,5 milhões de famílias, mas indica uma dificuldade do governo em honrar com suas dívidas ao optar pelo parcelamento das mesmas que, por sua vez, estão vinculadas a sentenças judiciais. 

Essa solução encontrada pela equipe econômica do Planalto alimenta projeções pessimistas para as contas da União, por exemplo, sobre o déficit primário e a dívida bruta do país – que atualmente, em relação ao PIB, está em 80,8%. 

Ambiente político contaminado pelo pleito eleitoral

A proximidade das eleições presidenciais impõem ainda mais riscos a um mercado já volátil. 

Entre as novidades anunciadas pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), que deve concorrer à reeleição, além do Auxílio Brasil, estão o vale-gás, a ser pago de dois em dois meses para famílias de classes menos favorecidas, a promessa de reajustes salariais para setores do funcionalismo público como os policiais federais e estuda-se ainda a aprovação de um benefício que ajude a custear preços dos combustíveis para os caminhoneiros.

Todos esses fatores podem tornar ainda mais lentos ou paralisar por completo os andamentos de reformas estruturais, como a administrativa e a tributária, e de desestatizações como os casos de Eletrobras e Correios, embora a agenda de privatizações e leilões tenha avançado com o 5G, concessões de projetos de saneamento básico e outros. 

Os chefes do Legislativo afirmam que vão pautar todas as matérias assim que as atividades retomarem em fevereiro de 2022, mas analistas políticos e até mesmo os próprios parlamentares avaliam que temas mais sensíveis e impopulares podem ser rechaçados pela opinião pública e impedirem o debate de ser realizado fora do viés eleitoral.

A segurança da renda fixa tende a ser primeira opção

Todas essas pressões (políticas, fiscais e inflacionárias) tendem a fazer com que o investidor opte por um caminho mais confiável, com menos riscos ao patrimônio que acumulou. 

Com isso, as aplicações em renda fixa tendem a ser a primeira opção – um movimento que já vem sendo apontado desde a deterioração do cenário macroeconômico do Brasil a partir do terceiro trimestre deste ano.

Assim, os títulos públicos do Tesouro Direto, os fundos de investimento em Renda Fixa, os Certificados de Depósito Bancário (CDBs), as Letras de Crédito Imobiliárias (LCI) e do Agronegócio (LCA), os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) e do Agronegócio (CRA), e as debêntures são algumas das opções que investidores podem encontrar para tornar o seu patrimônio mais resiliente em meio à tanta volatilidade.

Mas essas não são as únicas possibilidades.

P2P Lending: o equilíbrio entre rentabilidade e risco

O momento difícil pede não apenas cautela, mas também estudo e muito planejamento por parte dos investidores. A leitura desse cenário não significa que os ativos de renda variável, por exemplo, devem ser imediatamente abandonados exclusivamente em prol de produtos da renda fixa. 

Recomenda-se, como de praxe, que o investidor diversifique o seu portfólio, com papéis que ofereçam diferentes vantagens para diferentes objetivos, a fim de minimizar a exposição de sua carteira ao risco.

Nesse sentido, vale a pena conhecer o Peer to Peer Lending (P2P) — modalidade de investimento em dívidas de empresas, que equilibra a relação entre rentabilidade e risco.

Que vantagens esse modelo oferece?

Com o modelo P2P (peer-to-peer) Lending, investidores emprestam seu dinheiro para pequenas e médias empresas, que precisam de crédito para expandir suas operações, e, em troca, recebem retornos superiores à média do mercado. 

Na hora da contratação, o aplicador conhece tanto a rentabilidade quanto o prazo para o resgate do investimento. O valor da remuneração varia de acordo com o risco de cada uma das operações. Dessa forma, você pode escolher as opções mais confortáveis para o seu perfil e para a sua carteira.

Marcos Travassos, CEO da Money Money Invest, vê com otimismo a possibilidade de expansão do P2P no Brasil. 

“O cenário macro não é bom, mas depois de quase 30 anos fazendo crédito vi vários cenários difíceis que deixaram cicatrizes, mas crédito sempre vai existir em uma economia grande que depende de crédito e poucos bancos. Cinco bancos cobrindo 80% do crédito. Temos pouco crédito e poucos atores, então as fintechs têm um espaço grande. Aliando isso ao open banking, que, de novo, é a verdadeira disrupção, na pior das hipóteses vamos dividir melhor o espaço com os grandes bancos. De qualquer forma, o mundo fintech tem que ser visto com bastante atenção e surgirão mais investimentos para acelerar essas boas teses.”

Com o serviço oferecido pela Money Money Invest, os investidores têm acesso a uma lista de empresas que buscam financiamento. Cada opção reúne rentabilidade, prazo de pagamento e condições contratuais distintas. A rentabilidade varia entre 12% e 28% ao ano, conforme as possibilidades do contrato e o interesse do investidor em tornar a aplicar seus recursos na plataforma.

“Operando de forma diversificada com P2P, o investidor consegue manter uma rentabilidade média muito acima dos ativos disponíveis na renda fixa, seja papéis do tesouro ou emitidos pelos bancos. Na Money Money, há contratos de 6 a 24 meses que são perfeitos para quem tem projetos de curto prazo. Porém, quem quer pensar a longo prazo e fazer o patrimônio crescer para o futuro, pode e deve reinvestir em novas oportunidades. Todas as semanas temos diversas opções com investimento mínimo de R$ 500”, destaca o executivo.

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