Você sabe como o IBGE calcula o IPCA? (e se os seus investimentos estão vencendo a inflação?)

Você sabe como o IBGE calcula o IPCA? (e se os seus investimentos estão vencendo a inflação?)

Pela 31ª vez consecutiva, agentes do mercado financeiro consultados pelo Banco Central elevaram a projeção para a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulada em 2021. De acordo com o Boletim Focus divulgado no último dia 8, a atual estimativa foi estabelecida em 9,33%. 

Em setembro, puxada pelo aumento de preços de energia elétrica e combustíveis, a inflação subiu 1,16%, a maior taxa para o mês desde 1994, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com isso, o indicador acumula altas de 6,9% no ano e de 10,25% nos últimos doze meses.

Os dados de outubro serão divulgados nesta semana pelo instituto, mas o IPCA-15, prévia da inflação oficial, ficou em 1,20% no mês passado. No ano, o IPCA-15 acumula alta de 8,30% e, em doze meses, de 10,34%.

Você sabe como o instituto calcula o IPCA e o IPCA-15? Quais são as diferenças entre esses dois indicadores? Como eles influenciam o desempenho dos seus investimentos? 

Veja a seguir!

Como surgiu e o que indica o IPCA

Criado em 1979 e utilizado apenas a partir do ano 2000 pelo CMN (Conselho Monetário Nacional) como um parâmetro oficial de inflação, o IPCA mede a variação e o peso dos preços de determinados produtos que compõem a cesta de consumo e consomem uma parte do orçamento dos brasileiros. 

Variam de 300 a 400 os itens que compõem a lista elaborada pelo IBGE, a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), para apurar os preços. Alguns dos elementos principais são arroz, feijão, passagem de ônibus, materiais escolar e médico. Com isso, o indicador aponta a variação do custo de vida médio de famílias de todo o Brasil que têm renda mensal de 1 a 40 salários mínimos.

Para elaborar a pesquisa, o IBGE realiza diariamente um levantamento de preços em estabelecimentos comerciais, domicílios e concessionárias de serviços públicos e concentra a apuração nas principais áreas urbanas do país. Concluída essa etapa, os índices são agregados e passam a compor o índice nacional. 

Porém, o cálculo estipula pesos diferentes para cada região. Portanto, há locais que pesam mais sobre o índice de inflação por motivos relacionados ao tamanho da sua população e à relevância econômica da região dentro do país.

O IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15) utiliza a mesma metodologia e difere-se apenas no período de coleta, que vai do dia 16 do mês anterior ao dia 15 do mês de referência.

Com a alta da inflação, como posso proteger meus investimentos?

O aumento do IPCA geralmente ocorre quando a Selic também sofre elevações. E essas oscilações podem ser oportunidades para muitos investidores, já que a taxa básica de juros, atualmente em 7,75% ao ano, pode ser utilizada como indexadora de investimentos em renda fixa, como Tesouro Direto, LCIs, LCAs, CDBs, CDIs e fundos de investimento em renda fixa que estão atrelados à inflação

No momento, faz sentido continuar com os aportes nesses investimentos, já que todos os títulos indexados à inflação de renda fixa tendem a apresentar um juro real maior e acima da inflação, mas há opções alternativas promissoras.

Empreste diretamente para empresas

O Peer to Peer Lending (P2P), regulado pelo Banco Central (BC) desde 2018, possibilita a conexão entre pessoas físicas interessadas em investir e empreendimentos que precisam de recursos para financiar projetos. 

Com o serviço oferecido pela Money Money Invest, os investidores têm acesso a uma lista de empresas que buscam financiamento. Cada opção reúne rentabilidade, prazo de pagamento e condições contratuais distintas. A rentabilidade varia entre 12% e 28% ao ano, conforme as possibilidades do contrato e o interesse do investidor em tornar a aplicar seus recursos na plataforma.

Para os tomadores de empréstimos, a modalidade oferece juros mais acessíveis do que os oferecidos pelos bancos tradicionais. Já para os investidores, o P2P oferece uma rentabilidade acima da média de mercado.

“Operando de forma diversificada com P2P, o investidor consegue manter uma rentabilidade média muito acima dos ativos disponíveis na renda fixa, seja papéis do tesouro ou emitidos pelos bancos. Na Money Money, há contratos de 6 a 24 meses que são perfeitos para quem tem projetos de curto prazo. Porém, quem quer pensar a longo prazo e fazer o patrimônio crescer para o futuro, pode e deve reinvestir em novas oportunidades. Todas as semanas temos diversas opções com investimento mínimo de R$ 500”, destaca Marcos Travassos, CEO da MoneyMoney Invest.

Confira neste texto porque não é preciso ter muito dinheiro para investir em P2P Lending.

Além do valor mínimo de aporte acessível, a Money Money Invest não cobra uma taxa de administração. Abra já a sua conta!

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