Mais de 90% das empresas consideram altas ou moderadas as exigências para obter empréstimo, revela pesquisa do Sebrae e FGV

Mais de 90% das empresas consideram altas ou moderadas as exigências para obter empréstimo, revela pesquisa do Sebrae e FGV

Ainda que a oferta de crédito no país venha aumentando historicamente, isso não significa que ele tenha se tornado mais acessível em bancos tradicionais. De acordo com a Sondagem das Micro e Pequenas Empresas, realizada pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), 33% dos donos de micro e pequenas indústrias consideram o grau de exigência para concessão ou renovação de empréstimos bancários alto; 57,3%, moderado e apenas 10% acreditam que é baixo.

Além disso, outro similar estudo Sebrae/FGV, publicado em maio do ano passado, apontou que 51,4% das PMEs não conseguiram o empréstimo solicitado, sendo o contingente ainda maior quando se olha para o universo dos MEIs, alcançando 68,5% de retornos negativos. Entre as justificativas mais apresentadas estão a negativação por débitos anteriores (25,3%), taxas de juros altas (18,8%) e falta de garantias ou avalistas (13%). A pesquisa também mostra que uma em cada quatro empresas (PMEs e MEIs) não obteve retorno dos bancos.

No mesmo período, o número de pequenos negócios que tentou um novo empréstimo junto aos bancos tradicionais mais do que dobrou, de acordo com o Sebrae. Ou seja, a demanda segue substancialmente superando a oferta, que permanece inalcançável para uma parcela significativa dos pequenos empresários. 

E a perspectiva não é de melhora: neste ano, a Selic entrou novamente em ciclo de alta. Depois de ter alcançado a sua mínima histórica, de 2% ao ano, em 2020, a taxa que é referência para juros dos empréstimos vem subindo quase mensalmente. A expectativa dos economistas ouvidos pelo relatório Focus (do Banco Central) no final de julho é a de que o indicador chegue aos 7% ao ano ainda em 2021. Com isso, parcelas de financiamentos e empréstimos, que são balizados pela Selic, devem ficar ainda mais caras.

Cadê o Pronampe para o pequeno empreendedor?

Com o objetivo de apoiar micro e pequenas empresas que tiveram seus negócios severamente impactados pela pandemia, o governo federal criou em 2020 o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), uma linha de crédito exclusivamente voltada a entender esta classe empresarial. Em junho deste ano, o Pronampe ganhou status de programa permanente por intermédio da Lei 14.161.

De acordo com o Ministério da Economia, em 2020, mais de 517 mil empresas foram contempladas com a linha de crédito. Acontece que o volume que pode ser emprestado depende da quantia injetada no Fundo Garantidor de Operações (FGO) e a parcela do Pronampe dedicada especificamente às microempresas é substancialmente menor do que o volume reservado para empresas de maior porte. Outros programas concebidos em caráter emergencial, como BNDES Crédito Pequenas Empresas e o Programa Emergencial de Acesso à Crédito, foram encerrados ainda no ano passado.

Fintechs de P2P lending chegam como alternativa

Sem poder depender do governo para ajudar na recuperação ou expansão dos negócios, os empresários estão buscando novas formas de captar recursos para os seus projetos. Uma alternativa às inacessíveis opções dos bancos e instituições tradicionais de crédito é o P2P Lending, modalidade que aproxima investidores e empresários, tornando a tomada de empréstimo menos burocrática e mais barata.

A Money Money Invest, uma fintech fruto desse momento de inovação do mercado de crédito, utiliza a tecnologia como meio para cortar caminhos entre aqueles que querem investir e quem precisa de crédito. Todo o processo de captação para as empresas é realizado de forma online. O objetivo é que o empresário que precisa de dinheiro em um momento de necessidade – seja para dar um novo passo na história do seu negócio ou para fortalecer o capital de giro – não fique  perdendo tempo com burocracias desnecessárias.

“A visão de negócio da Money Money Invest se baseia no apoio ao empresário que quer ter a oportunidade de crescer e ser competitivo, o que na maioria dos casos é negado pelas instituições financeiras tradicionais, seja pelo alto custo que cobram pelo crédito, linhas muito restritas ou processos complicados e demorados. Com o P2P Lending, nosso objetivo é ajudar a economia real a crescer e trazer vantagem para as duas pontas do negócio, empresa e investidores, agindo como parte da alavanca da retomada que esperamos da economia”, afirma Marcos Travassos, CEO da Money Money Invest.

Após preencher o cadastro de solicitação de crédito, a empresa passa por uma avaliação inicial pelo sistema. Caso seja aprovada, o time de consultores da empresa dará todo o apoio que o empresário precisa para se conectar a investidores de todo o Brasil. O dinheiro captado cai direto na conta e o pagamento é feito por meio de boleto bancário. 

A Money Money disponibiliza para micro e pequenos empresários valores de até R$ 500 mil, com taxas mensais de 1,15% a 2,42% ao mês. O crédito pode ser quitado em até 24 meses.

Precisa de crédito para crescer? Então venha para a Money Money Invest.

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