Como os cuidados para reduzir o risco de inadimplência trazem mais segurança para o investidor no P2P lending

Como os cuidados para reduzir o risco de inadimplência trazem mais segurança para o investidor no P2P lending

Quem investe sempre está à procura de duas coisas: rentabilidade e segurança, e cada tipo de ativo oferece uma relação diferente entre esses dois fatores. Títulos públicos, crédito privado, ações, fundos de investimento, operações de mercado futuro…  Enfim, são muitas as opções para aplicar seu patrimônio e todas elas trazem algum risco. Como diz a regra de ouro do mercado de capitais, quanto maior o risco, maior o retorno. 

Porém, há diferentes “tipos” de risco. No mercado acionário, há muitas variáveis que podem valorizar ou desvalorizar o seu investimento, enquanto títulos e aplicações em crédito privado expõem o investidor ao risco de inadimplência. Confira!

Sócio x credor

Ser acionista de uma empresa significa se tornar sócio dela. Problemas de governança, dificuldades financeiras e até fatos políticos podem tornar a empresa menos atrativa para investidores, desvalorizando suas ações e, consequentemente, tirando dinheiro do bolso do acionista.

Por outro lado, títulos públicos, como o Tesouro Direto (emitido pelo governo federal), e outros ativos de renda fixa, como CDB – Certificado de Depósito Bancário -, emitidos pelos bancos, são dívidas que essas instituições fazem com o investidor. Como é baixíssimo o risco de inadimplência dessas instituições (tanto o governo quanto os bancos geralmente têm dinheiro de sobra para honrar suas dívidas), consequentemente a rentabilidade que esses títulos oferecem como remuneração é baixa, muitas vezes pouco acima da inflação.

Entre esses dois extremos está o P2P Lending. A modalidade de empréstimo para PMEs (pequenas e médias empresas) faz sucesso no exterior e recentemente vem caindo no gosto dos investidores brasileiros, como opção de diversificação para a carteira. Conhecido como “a nova renda fixa”, o modelo de peer to peer apresenta uma relação equilibrada entre rentabilidade e risco, pois – assim como os títulos – tem retorno previsível: você sabe quanto deverá receber de volta e em qual prazo. Porém, com rentabilidade superior. 

A modalidade também se destaca em relação à renda variável. Você não se torna sócio da empresa, mas um credor. Independentemente de questões de governança ou de fatos políticos pelos quais a empresa possa passar, seu investimento não sofre risco de desvalorização. O que importa é a capacidade da empresa de honrar seus compromissos. 

Como as plataformas de P2P Lending atuam para mitigar esse risco? Confira abaixo!

Opção equilibrada para o investidor

Oferecer rentabilidade superior aos títulos de renda fixa com exposição equilibrada ao risco para os investidores é a principal visão de negócio da MoneyMoney Invest, fintech brasileira de P2P Lending, que chegou para ocupar um espaço necessário na economia atualmente: crédito descomplicado para pequenas e médias empresas.

Um levantamento realizado em abril deste ano, com 300 empresas pelo Simpi (Sindicato das Micro e Pequenas Indústrias do Estado de São Paulo), mostrou que 81% das empresas que consultaram os grandes bancos tiveram crédito negado ou nem receberam resposta. 

“Em uma época de imensos desafios econômicos trazidos pela Covid-19, o empresário se sente encurralado. Os bancos não dão crédito ou cobram juros altíssimos por ele, enquanto paga muito pouco para quem investe nos seus títulos. A missão da Money Money é justamente mudar essa dinâmica, oferecendo empréstimos com menos burocracia e juros competitivos, ao mesmo tempo em que disponibiliza uma opção de investimento que é de fato rentável”, explica Marcos Travassos, CEO da MoneyMoney Invest.

Para equilibrar essa balança entre rentabilidade atrativa e  baixa exposição ao risco de inadimplência, a empresa faz a lição de casa com eficiência: investe em tecnologia e profissionais qualificados que realizam uma pesquisa detalhada sobre a empresa que se propõe a tomar um empréstimo pela plataforma. 

Entenda como funciona a análise de crédito da Money Money

Segundo Marcos, trazer a confiança necessária que o investidor precisa é um ponto central. “Seguimos alguns parâmetros no momento de analisar o crédito que entendemos que trarão mais segurança tanto para nós quanto para o investidor que depende da confiança que tal empresa passa”, afirma Travassos. 

Por isso, ao procurar a MoneyMoney Invest para tomar um empréstimo, a empresa passa por um rigoroso processo de análise. Inicialmente, é observada sua reputação por diferentes ângulos, tanto na parte de crédito quanto na esfera jurídica, como score no Serasa, protestos, processos judiciais, certidões positivas do TST (Tribunal Superior do Trabalho) e FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, da Caixa Econômica Federal) e existência de restrições com bancos ou renegociações. O resultado dessa avaliação pode excluir imediatamente a empresa.

A estabilidade financeira da empresa também entra no relatório: faturamento gerencial dos últimos dois anos, endividamento (obtido por meio do Banco Central), além de balanço patrimonial e DRE (Demonstrativo de Resultados do Exercício). Tudo é devidamente planilhado e detalhado para que os investidores tenham uma imagem realista da situação da empresa.

“Após esses levantamentos documentais ainda fazemos uma pesquisa extensa em mídias sociais, analisando não só a empresa, mas também os seus sócios. Também entramos em contato diretamente com a empresa para entender em detalhes como funciona a operação, sempre atentos a possíveis fraudes. Também estamos investindo continuamente em tecnologia, buscando parcerias com empresas que nos ofereçam plataformas tecnológicas que tornarão esse processo cada vez mais assertivo e rápido”, explica o CEO.

A partir dos dados obtidos com essa análise, as empresas que são aprovadas para captarem pela plataforma recebem uma nota, chamada rating (Saiba mais sobre o rating, neste texto).  Quanto mais alta a nota, menor a possibilidade de inadimplência. Empresas de rating intermediário, por outro lado, pagam melhor rentabilidade com exposição equilibrada de risco. Já empresas com risco alto de não honrar com seus pagamentos (chamadas de grau especulativo) não são admitidas na plataforma. 

“Para o investidor, contar com empresas de rating alto e intermediário permite a criação de um portfólio diversificado no P2P lending, o que traz a possibilidade de se obter rentabilidade acima dos produtos de renda fixa com baixa exposição ao risco de inadimplência”, finaliza Marcos.

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